Biopesca


Plástico é encontrado em estômago de albatroz

24/06/2020

No mês em que ganha homenagem com o Dia Mundial do Albatroz (19 de junho), essa ave oceânica é mais um triste exemplo dos impactos das ações humanas no meio ambiente marinho. Embora uma das principais ameaças à espécie seja a captura pela pesca de espinhel (técnica utilizada em alto-mar), o lixo também já é um perigo para essas aves, como mostra o caso de um albatroz-de-sobrancelha-negra (Thalassarche melanophris) registrado pelo Instituto Biopesca.

Um pedaço grande de embalagem de hambúrguer, com aproximadamente 12 cm², foi encontrado em seu estômago durante o exame de necropsia. A data de validade do material ainda estava bem visível, indicando o período de validade de 25 de março a 23 de julho deste ano. Muito provavelmente, a ave engoliu o plástico ao tentar se alimentar. Esse tipo de registro é cada vez mais comum nos animais marinhos examinados pelo Instituto Biopesca e, nos últimos dias, praticamente todos que passaram por necropsia apresentaram resíduos sólidos em seu trato digestório. Pesquisa realizada pela instituição evidencia que pelo menos 80% das tartarugas marinhas tinham plástico ou algum outro tipo de material em seus estômago, esôfago ou intestinos.

O albatroz ingressou para tratamento no dia 5 de junho, quando foi resgatado ainda com vida em praia de Itanhaém (SP) pela equipe do Instituto Biopesca que executa o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). No entanto, em decorrência de péssimas condições clínicas, ele morreu logo depois por causa de uma grave infecção.

O Instituto Biopesca é uma das instituições executoras do PMP-BS, uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.

Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, por meio do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos. O projeto é realizado desde Laguna/SC até Saquarema/RJ, sendo dividido em 15 trechos. O Instituto Biopesca monitora o Trecho 8, compreendido entre Peruíbe e Praia Grande.

Para acionar o serviço de resgate de mamíferos, tartarugas e aves marinhas, vivos, mas debilitados, ou mortos, entre em contato pelos telefones 0800 642 3341 (horário comercial) ou (13) 99601-2570 (WhatsApp e chamada a cobrar).

Para mais informações, acesse www.comunicabaciadesantos.com.br.

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