Biopesca


Aves marinhas são estabilizadas e encaminhadas para reabilitação

14/11/2018

Na última semana, a Unidade de Estabilização do Instituto Biopesca recebeu duas espécies que ainda não haviam sido resgatadas vivas entre Praia Grande (SP) e Peruíbe (SP), área onde a entidade executa o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS): uma fragata (Fregata magnificens) fêmea e um mandrião-pomarino (Stercorarius pomarinus), encontrados nos dias 3 e 6, respectivamente.

As fragatas medem aproximadamente 90 cm de comprimento e mais de dois metros de envergadura, pesando apenas 1,4kg, sendo, assim, as aves com a maior superfície de asa por unidade de peso. Elas se alimentam de pequenos peixes que sobem à superfície e são capturados com o bico em voos rasantes. Essa espécie também costuma se alimentar roubando comida de outras aves, como atobás, gaivotas e trinta-réis. As fragatas podem ser encontradas pelo Oceano Atlântico, nas Américas do Sul e Central e no Pacífico, da Colômbia ao Peru. No Brasil, há registros por toda a costa.

Já os mandriões-pomarinos medem por volta de 48 cm de comprimento, 130cm de envergadura e pesam, aproximadamente, 648g e 745g (os machos e as fêmeas, respectivamente). Assim como as fragatas, eles também perseguem outras aves marinhas, a fim de roubar o alimento delas. Essa espécie é considerada um migrante regular do litoral atlântico da África do Sul, Namíbia e Angola, mas no Atlântico sul-ocidental, que banha a costa do Brasil, é considerado raro ou esporádico.

As duas aves foram encaminhadas para o Centro de Reabilitação e Despetrolização de Guarujá.

O Biopesca é uma das entidades executoras do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama. Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos.

Ao encontrar golfinhos, aves e tartarugas marinhas, vivos ou mortos nas praias, a população pode acionar a organização pelos telefones 0800 642 3341 ou (13) 99601-2570 (chamada a cobrar ou pelo WhatsApp).

Foto: Kaio Nunes/Instituto Biopesca

Fragata (Fregata magnificens) fêmea em estabilização na UE do Biopesca, após ser resgatada da praia no dia 3 de novembro

Navegação de postagens

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *