Biopesca


Gaivota é encontrada com anzóis no estômago em Mongaguá

02/09/2019

Uma gaivota (Larus dominicanus) com dois anzóis no estômago foi resgatada por um popular ainda viva e trazida ao Instituto Biopesca. Ele a encontrou nas proximidades da Plataforma de Mongaguá (SP) no dia 20 de agosto.

De acordo com a veterinária Isabella Boaventura, a linha que saia da boca da ave indicava existência de um corpo estranho, bem provavelmente um petrecho de pesca. “Fizemos o raio-X para confirmar a suspeita e acabamos identificando a presença de dois anzóis em partes diferentes do seu estômago (foto)”, explica a veterinária.

Ainda segundo Isabella, o animal não resistiu por conta das perfurações que os anzóis causaram. “A retirada deles só seria possível com cirurgia, mas, infelizmente, a gaivota veio a óbito antes que pudéssemos tomar essa providência”, explica Isabella. A necropsia indicou que essa foi a principal causa de morte da ave.

Para acionar o serviço de resgate de golfinhos, tartarugas e aves marinhas, entre em contato pelos telefones 0800 642 3341 (horário comercial) ou (13) 99601-2570 (WhatsApp e chamada a cobrar).

O PMP-BS é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.

Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, por meio do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos.

O projeto é realizado desde Laguna/SC até Saquarema/RJ, sendo dividido em 15 trechos. O Instituto Biopesca monitora o Trecho 8, compreendido entre Peruíbe e Praia Grande.

A ave marinha chegou ao Instituto Biopesca viva mas não resistiu

 

O exame de raio-X confirmou a suspeita e mostrou onde os anzóis estavam

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