Biopesca


Batuiruçu solto sábado é avistado em Itanhaém

17/03/2020

Um batuiruçu (Pluvialis dominica) solto pela equipe do Instituto Biopesca no último sábado (14) foi avistado hoje de manhã na praia de Santa Cruz, em Itanhaém (SP). Antes da soltura, a ave recebeu uma anilha, colocada pela equipe da Aiuká Consultoria em Soluções Ambientais, parceira do Biopesca. A colocação de anilhas é um procedimento importante porque colabora com informações que ajudam a conservar as espécies de aves, a exemplo de localização e época do ano.

A ave foi solta em uma praia que fica na entrada da reserva indígena de Peruíbe, local onde indivíduos dessa espécie costumam ser encontrados. Ela foi resgatada em fevereiro, com suspeita de asa quebrada, que não se confirmou. Na verdade, ela estava com quadro de intoxicação. Por isso, a asa estava caída, já que esse é um dos sintomas desse problema. Durante o período de reabilitação no Instituto Biopesca, recebeu os cuidados veterinários adequados até apresentar as condições clínicas satisfatórias para a soltura.

Os batuiruçus são aves migratórias, que se reproduzem na vegetação da tundra no Canadá e no Alasca, em partes mais altas, secas e rochosas. A tundra é um bioma do Hemisfério Norte, nas regiões próximas ao Ártico. O nome advém da palavra finlandesa “tunturia”, que significa planície sem árvores.

Essa espécie de ave alimenta-se sozinha ou em bandos de 100 indivíduos e comem insetos, especialmente gafanhotos, grilos, besouros e lagartas. A reprodução ocorre de junho a meados de julho. Frequentemente,  bota de 3 a 4 ovos (mas há exceções). O indivíduo mais velho registrado tem pelo menos 13 anos.

Fotos: Divulgação/Instituto Biopesca

Ave avistada em Itanhaém logo depois da soltura, em Peruíbe (SP)

O batuiruçu foi anilhado pela equipe da Aiuká Consultoria em Soluções Ambientais

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