Biopesca


Pesquisa inédita é realizada pelo Instituto Biopesca, Unesp e Fundação Florestal

28/06/2026

Um projeto inédito realizado por pesquisadores do Instituto de Biociências do Campus Litoral da Unesp (Unesp – IB/CLP), do Instituto Biopesca e da Fundação Florestal associa diferentes metodologias para monitorar populações de baleias, golfinhos, tartarugas, aves e elasmobrânquios (tubarões e raias).

Intitulada “Monitoramento da Megafauna Marinha no Parque Estadual Xixová-Japuí (PEXJ) e na Área de Proteção Ambiental Marinha do Litoral Centro (APAMLC)”, essa pesquisa utiliza três metodologias: transecto linear, monitoramento com drone e monitoramento passivo acústico.

O estudo é realizado na faixa marítima do Parque Estadual Xixová-Japuí e na sua área de entorno inserida na APA Litoral Centro, compreendendo os municípios de Praia Grande e São Vicente. Durante parte do século passado, essas espécies abrangidas pelo estudo eram facilmente avistadas nessa região. “No entanto, elas foram desaparecendo em decorrência do crescimento da atividade marítima, do avanço urbano e de outras atividades antrópicas”, explica a bióloga Carolina Bertozzi, professora do IB/CLP e fundadora do Instituto Biopesca. 

Mas a pesquisa que vem sendo realizada traz boas notícias. “Os animais parecem ter retornado”, comenta a pesquisadora. “Fizemos uma saída de campo em março e pudemos acompanhar um grupo de aproximadamente 100 botos-cinza dentro do Parque”. Ela reforça que os dados ainda não foram finalizados e, assim, não é possível afirmar se é uma reocupação da área ou se os animais estavam apenas de passagem.  De toda forma, para ela, esses avistamentos podem ser resultado das ações realizadas ao longo dos últimos anos, a exemplo da criação das unidades de conservação e do ordenamento pesqueiro. “Talvez essas espécies tenham um oásis nessa área  fortemente impactada pelas atividades antrópicas que é a Baixada Santista”, opina.

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