{"id":251,"date":"2018-02-21T09:54:47","date_gmt":"2018-02-21T09:54:47","guid":{"rendered":"http:\/\/biopesca.org.br\/noticias\/?p=251"},"modified":"2018-07-12T12:17:13","modified_gmt":"2018-07-12T12:17:13","slug":"novo-estudo-colabora-com-conservacao-da-toninha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/biopesca.org.br\/noticias\/novo-estudo-colabora-com-conservacao-da-toninha\/","title":{"rendered":"Novo estudo colabora com conserva\u00e7\u00e3o da toninha"},"content":{"rendered":"<p>21\/02\/2018<\/p>\n<p>A bi\u00f3loga marinha Camila Brand\u00e3o Seabra, do Instituto Biopesca, relatou a primeira ocorr\u00eancia do parasito\u00a0<em>Corynosoma cetaceum<\/em>\u00a0em toninhas <em>(Pontoporia blainvillei)<\/em> no estado de S\u00e3o Paulo. Essa descoberta colaborar\u00e1 com os estudos de conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie, criticamente amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o de acordo com a Lista de Esp\u00e9cies da Fauna Brasileira Amea\u00e7ada de Extin\u00e7\u00e3o. A toninha \u00e9 um pequeno golfinho, que n\u00e3o ultrapassa a m\u00e9dia de 1m50 de comprimento, e ocorre em pequenas profundidades em trechos do litoral do Brasil.<\/p>\n<p>A descoberta foi feita durante o desenvolvimento da disserta\u00e7\u00e3o para conclus\u00e3o do mestrado em Ci\u00eancias, na Universidade Estadual Paulista (Unesp). Os parasitos foram encontrados no est\u00f4mago das toninhas<em>,<\/em><em>\u00a0<\/em>\u00f3rg\u00e3o estudado, e s\u00e3o biomarcadores, ou seja, guardam diversas informa\u00e7\u00f5es sobre os hospedeiros.<\/p>\n<p>Segundo a mestranda, esse achado servir\u00e1 de ferramenta adicional para obter informa\u00e7\u00f5es da biologia e ecologia da toninha. Dessa forma, o estudo da \u00e1rea de ocorr\u00eancia, nicho ecol\u00f3gico e alimenta\u00e7\u00e3o desse golfinho ser\u00e1 facilitado.<\/p>\n<p>Um dos resultados da pesquisa da mestranda aponta que 44,8% das 87 toninhas necropsiadas hospedavam o\u00a0<em>Corynosoma cetaceum<\/em><em>\u00a0<\/em>no est\u00f4mago. As necropsias ocorreram entre 2005 e 2017 e resultaram na disserta\u00e7\u00e3o \u201cHelmintos Gastrointestinais de toninha,\u00a0<em>Pontoporia blainvillei<\/em><em>\u00a0<\/em>(Cetartiodactyla; Pontoporiidae), do litoral de S\u00e3o Paulo, Brasil\u201d.<\/p>\n<p>A orientadora da disserta\u00e7\u00e3o, a bi\u00f3loga Carolina P. Bertozzi, \u00e9 fundadora do Instituto Biopesca e tamb\u00e9m professora da Unesp. Foi ela que sugeriu o tema para a orientanda, uma vez que j\u00e1 tinha muita afinidade com a esp\u00e9cie-alvo da pesquisa. Carolina \u00e9 doutora em Oceanografia Biol\u00f3gica, com a tese \u201cIntera\u00e7\u00e3o com a pesca: implica\u00e7\u00f5es na conserva\u00e7\u00e3o da toninha <em>Pontoporia blainvillei<\/em> (Cetacea; Pontoporiidae) no litoral do Estado de S\u00e3o Paulo, SP\u201d.<\/p>\n<p>Por conta disso, Camila decidiu seguir a sugest\u00e3o e estudar o animal a fim de observar se este cen\u00e1rio havia sofrido alguma mudan\u00e7a. Outro fator que colaborou para a escolha do tema foi o fato da Camila trabalhar no Instituto, criado em 1998 com o objetivo de colaborar com a conserva\u00e7\u00e3o da fauna marinha, principalmente de toninhas e tartarugas.<\/p>\n<p>Texto: Kaio Nunes &#8211; Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o\/Biopesca<\/p>\n<div id=\"attachment_258\" style=\"width: 650px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/biopesca.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/analise_de_amostras.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-258\" class=\"size-large wp-image-258\" src=\"http:\/\/biopesca.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/analise_de_amostras-1024x682.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"426\" srcset=\"https:\/\/biopesca.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/analise_de_amostras-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/biopesca.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/analise_de_amostras-300x200.jpg 300w, https:\/\/biopesca.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/analise_de_amostras-768x512.jpg 768w, https:\/\/biopesca.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/analise_de_amostras.jpg 1642w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-258\" class=\"wp-caption-text\">Camila trabalha com o estudo e a an\u00e1lise de amostras da fauna marinha desde 2015<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>21\/02\/2018 A bi\u00f3loga marinha Camila Brand\u00e3o Seabra, do Instituto Biopesca, relatou a primeira ocorr\u00eancia do parasito\u00a0Corynosoma cetaceum\u00a0em toninhas (Pontoporia blainvillei) no estado de S\u00e3o Paulo. 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