{"id":977,"date":"2021-03-07T21:14:43","date_gmt":"2021-03-07T21:14:43","guid":{"rendered":"http:\/\/biopesca.org.br\/noticias\/?p=977"},"modified":"2021-03-07T21:15:21","modified_gmt":"2021-03-07T21:15:21","slug":"tartaruga-de-couro-faz-segunda-desova-em-itanhaem-sp","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/biopesca.org.br\/noticias\/tartaruga-de-couro-faz-segunda-desova-em-itanhaem-sp\/","title":{"rendered":"Tartaruga-de-couro faz segunda desova em Itanha\u00e9m (SP)"},"content":{"rendered":"<p>07\/03\/2021<\/p>\n<p>Exatamente duas semanas ap\u00f3s ter feito uma desova na praia do Suar\u00e3o, em Itanha\u00e9m (SP), a mesma tartaruga-de-couro (<em>Dermochelys coriacea<\/em>) voltou na noite da \u00faltima sexta-feira (5) \u00e0 outra praia do munic\u00edpio e fez uma nova postura, desta vez na praia do Sat\u00e9lite. O local est\u00e1 a aproximadamente dois quil\u00f4metros do primeiro ponto. \u201c\u00c9 normal que essa esp\u00e9cie fa\u00e7a mais de uma desova em intervalos de 10 a 15 dias entre elas&#8221;, explica o m\u00e9dico veterin\u00e1rio Rodrigo Valle, coordenador geral do Instituto Biopesca (IBP).<\/p>\n<p>A equipe do IBP foi acionada para atender a ocorr\u00eancia e, quando chegou ao local, a tartaruga estava fechando o ninho. A desova durou cerca de tr\u00eas horas \u2013 mesmo tempo registrado no primeiro ponto &#8211; e, desde a chegada ao local, a equipe da organiza\u00e7\u00e3o fez o monitoramento para prote\u00e7\u00e3o do animal e do ninho, utilizando luz vermelha (que diminui o impacto da ilumina\u00e7\u00e3o) quando necess\u00e1rio e orientando a popula\u00e7\u00e3o para manter sil\u00eancio e n\u00e3o usar flash para fazer fotos. \u201cAs pessoas presentes compreenderam e colaboraram. Tamb\u00e9m tivemos o apoio da Prefeitura de Itanha\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o da primeira postura, a equipe do IBP colocou uma anilha na tartaruga. \u201cEsse \u00e9 um tipo de brinco de metal e colabora para estudos voltados \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie. Agora, colhemos tecido para an\u00e1lise gen\u00e9tica, tamb\u00e9m importante para esse objetivo\u201d, conta Rodrigo. Esse procedimento foi realizado somente depois da tartaruga ter fechado o ninho.<\/p>\n<p>Agora, o local permanece isolado e cercado, sendo monitorado e protegido pela equipe do Instituto Biopesca, que tamb\u00e9m se reveza em a\u00e7\u00f5es de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental dirigidas aos visitantes do local.<\/p>\n<p>\u201cRefor\u00e7amos que \u00e9 muito importante que a popula\u00e7\u00e3o nos acione assim que uma tartaruga marinha for avistada desovando. A chegada o quanto antes de profissionais especializados colabora para a prote\u00e7\u00e3o do animal e para a tranquilidade necess\u00e1ria \u00e0 postura\u201d, explica Rodrigo.<\/p>\n<p>A tartaruga tem 1m77 de comprimento total e essa esp\u00e9cie deposita, em m\u00e9dia, 100 ovos em cada ninho. A eclos\u00e3o deve ocorrer entre 60 e 90 dias. Esses s\u00e3o os primeiros registros de desova de tartaruga-de-couro em Itanha\u00e9m realizado pelo IBP no \u00e2mbito de execu\u00e7\u00e3o do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS).<\/p>\n<p>De acordo com informa\u00e7\u00f5es do Projeto Tamar, a \u00e1rea conhecida com desovas regulares dessa esp\u00e9cie situa-se no litoral norte do Esp\u00edrito Santo. A tartaruga-de-couro vive em todos os oceanos tropicais e temperados do mundo e, no Brasil, est\u00e1 criticamente em perigo de extin\u00e7\u00e3o. Seu peso, em m\u00e9dia, \u00e9 de 500 kg, ainda de acordo com informa\u00e7\u00f5es do Projeto Tamar.<\/p>\n<p>O Instituto Biopesca \u00e9 uma das institui\u00e7\u00f5es executoras do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produ\u00e7\u00e3o e escoamento de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural na Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.<\/p>\n<p>Esse projeto tem como objetivo avaliar os poss\u00edveis impactos das atividades de produ\u00e7\u00e3o e escoamento de petr\u00f3leo sobre as aves, tartarugas e mam\u00edferos marinhos, por meio do monitoramento das praias e do atendimento veterin\u00e1rio aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos. O projeto \u00e9 realizado desde Laguna\/SC at\u00e9 Saquarema\/RJ, sendo dividido em 15 trechos. O Instituto Biopesca monitora o Trecho 8, compreendido entre Peru\u00edbe e Praia Grande.<\/p>\n<p>Para acionar o servi\u00e7o de resgate de mam\u00edferos, tartarugas e aves marinhas, vivos debilitados, ou mortos, entre em contato pelos telefones 0800 642 3341 (hor\u00e1rio comercial) ou (13) 99601-2570 (WhatsApp e chamada a cobrar).<\/p>\n<p>Para mais informa\u00e7\u00f5es, acesse <a href=\"http:\/\/www.comunicabaciadesantos.com.br\">www.comunicabaciadesantos.com.br<\/a>.<\/p>\n<div style=\"width: 640px;\" class=\"wp-video\"><video class=\"wp-video-shortcode\" id=\"video-977-1\" width=\"640\" height=\"360\" preload=\"metadata\" controls=\"controls\"><source type=\"video\/mp4\" src=\"http:\/\/biopesca.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Final.mp4?_=1\" \/><a href=\"http:\/\/biopesca.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Final.mp4\">http:\/\/biopesca.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Final.mp4<\/a><\/video><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>07\/03\/2021 Exatamente duas semanas ap\u00f3s ter feito uma desova na praia do Suar\u00e3o, em Itanha\u00e9m (SP), a mesma tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) voltou na noite da \u00faltima sexta-feira (5) \u00e0 outra praia do munic\u00edpio e fez uma nova postura, desta vez na praia do Sat\u00e9lite. O local est\u00e1 a aproximadamente dois quil\u00f4metros do primeiro ponto. \u201c\u00c9 normal que essa esp\u00e9cie fa\u00e7a mais de uma desova em <span class=\"ellipsis\">&hellip;<\/span> <span class=\"more-link-wrap\"><a href=\"http:\/\/biopesca.org.br\/noticias\/tartaruga-de-couro-faz-segunda-desova-em-itanhaem-sp\/\" class=\"more-link\"><span>Saiba mais &rarr;<\/span><\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-977","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticia"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/biopesca.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/977","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/biopesca.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/biopesca.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/biopesca.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/biopesca.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=977"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/biopesca.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/977\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":980,"href":"http:\/\/biopesca.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/977\/revisions\/980"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/biopesca.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=977"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/biopesca.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=977"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/biopesca.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=977"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}