Biopesca


Soltura de animais marinhos está entre os resultados de 2019

31/12/20

Final de ano é tempo de balanço do trabalho desenvolvido no decorrer dos 12 meses e de refletir sobre as conquistas e os desafios a serem superados. Para o Instituto Biopesca, 2019 registrou resultados significativos em cada uma de suas frentes de atuação: monitoramentos de praias e pesqueiro, educação ambiental e comunicação social, reabilitação e soltura de fauna marinha, além de pesquisa e apoio às atividades acadêmicas. Alguns desses resultados são destacados abaixo. Confira!

Educação ambiental e comunicação social: em 2019, o Instituto Biopesca atendeu cerca de 800 estudantes da rede pública de ensino de Itanhaém e Mongaguá (SP) que participaram dos programas de Educação Ambiental Continuada (PEAC) e do Programa de Ação de Sensibilização Ambiental (PASA). O objetivo foi levar informações da importância de conservação da fauna marinha por meio de palestras e atividades lúdicas, baseadas em conceitos de Educação Ambiental Crítica, com a proposta de incentivar a conscientização ambiental e reflexões sobre as questões abordadas. Além desses programas, a entidade também esteve presente com sua exposição de banners informativos e acervo de material biológico – como cascos de tartaruga e crânios de golfinhos – em pelo menos 20 eventos com temática ambiental, a exemplo dos realizados na sede da Petrobras em Santos nos meses de maio e novembro, e pelas Prefeituras Municipais de Praia Grande e Peruíbe.

Já a área de Comunicação Social do Instituto Biopesca desenvolveu ações de divulgação voltadas à problemática do descarte incorreto do lixo, ao consumo consciente e à conservação da toninha, golfinho ameaçado de extinção e estudado pela entidade desde sua fundação, há 20 anos. Entre elas, ganham destaque os sorteios de canudo de inox e de copo retrátil (que dispensa o uso de descartáveis), a campanha de gifs animados “monstros de plástico” e a criação de figurinhas de toninha para o WhatsApp, retratando características desse golfinho, como sua timidez e fragilidade.

Pesquisa e apoio às atividades acadêmicas: Participação em congressos científicos, palestras em universidades e a realização de programa de estágios são alguns dos destaques da atuação do Instituto Biopesca em pesquisa e apoio às atividades acadêmicas. Exemplos são a presença em congressos científicos nacionais e internacionais, com a apresentação de resultados de pesquisas realizadas pela equipe da entidade, e palestras para estudantes de diferentes universidades, entre elas a Unesp e a USP. Além disso, também ganha destaque a publicação de dados em revistas científicas, com resultados de pesquisas produzidas pela equipe da entidade. Uma das revistas que divulgou essas informações foi a Dryad, em novembro deste ano. https://doi.org/10.5061/dryad.z612jm67w

Monitoramento pesqueiro: em 2019, o Instituto Biopesca deu continuidade ao trabalho de monitoramento pesqueiro, que desenvolve desde sua fundação. Nesse ano, a atividade ganhou ainda mais fôlego ao participar do projeto “Aspectos socioeconômicos da pesca e de capturas acidentais: uma avaliação em prol da gestão integrada e conservação da toninha na área de manejo II”, uma iniciativa do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), coordenado pela Associação MarBrasil e executado por diferentes instituições.  A área de manejo II abrange São Paulo, Paraná e Santa Catarina e, entre as diversas atividades realizadas nesses estados, está a realização de estimativa de deriva de carcaças e encalhe de toninhas.

Centro de Reabilitação de Animais Silvestres – CRAS Instituto Biopesca: o CRAS do Instituto Biopesca, ao longo de 2019, realizou diversas melhorias para receber e atender tetrápodes marinhos debilitados, ou seja, tartarugas, aves e mamíferos marinhos que precisam de atendimento veterinário e reabilitação para que possam retornar para a vida livre em seu habitat natural. Sua estrutura atende diretamente à população e o poder público, para animais encontrados em diferentes regiões, como em ilhas ou boiando no mar, assim como os projetos executados pelo Instituto, como o Monitoramento Pesqueiro, para animais originados de captura acidental, e o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos, com a Unidade de Estabilização de Praia Grande, para animais originados do monitoramento regular da faixa de areia e resgatados depois de sua equipe ser acionada. Após tratamento veterinário, estabilização e reabilitação, os animais são soltos novamente na natureza.

Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS): o Instituto Biopesca é uma das instituições executoras do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) que, em 2019, completou quatro anos. Além do monitoramento de praias e do resgate de animais debilitados, o Instituto é responsável pela Unidade de Estabilização de Praia Grande para atendimento veterinário e estabilização dos animais. Só em 2019, o Instituto recolheu cerca de 810 animais marinhos já sem vida e resgatou 119 debilitados. Entre os casos daqueles que voltaram à natureza, está a de um pinguim, estabilizado pela equipe da entidade na Unidade de Estabilização do PMP/BS de Praia Grande e solto em Cananeia pelo Instituto de Pesquisas de Cananeia (IPeC) em outubro junto com outros 15 de sua espécie. Um lobo-marinho também voltou ao mar em março depois de receber cuidados da equipe do Biopesca. A soltura ocorreu na Ilha do Cardoso e foi realizada em parceria com o IPeC.

O Instituto Biopesca é uma das instituições executoras do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.

Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos. O projeto é realizado desde Laguna/SC até Saquarema/RJ, sendo dividido em 15 trechos. O Instituto Biopesca monitora o Trecho 8, compreendido entre Peruíbe e Praia Grande.

Modelo de sustentabilidade: Nesse ano, a sede do Instituto Biopesca, em Praia Grande, foi escolhida como a instalação modelo de sustentabilidade do município. A organização ganha esse reconhecimento após, desde 2016, ter investido e implantado itens que aproveitam melhor os recursos, a exemplo de cisternas para água de reuso, móveis produzidos com embalagens plásticas, lixeiras para coleta de resíduos recicláveis, além de outros elementos.

Todos esses itens atendem os requisitos do Programa Município Verde Azul, lançado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente com o objetivo de estimular e auxiliar as prefeituras paulistas na elaboração e execução de suas políticas públicas e estratégicas para o desenvolvimento sustentável do estado de São Paulo.

O imóvel que sedia o Instituto Biopesca foi cedido pela Prefeitura Municipal de Praia Grande, parceira da organização.

 

 

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